Unipampa promove formação sobre Saúde Mental para professores do Instituto Estadual Bernardino Ângelo, em Dom Pedrito
A Universidade Federal do Pampa (Unipampa) promoveu, na sexta-feira, 13 de fevereiro, a atividade formativa "Saúde Mental na Prática: Pequenos Hábitos que Fazem Diferença", no Instituto Estadual de Educação Bernardino Ângelo, em Dom Pedrito. A palestra integrou a programação da semana de formação pedagógica da rede estadual de ensino, e contou com a participação de professores da rede e equipe da Unipampa.
A formação foi desenvolvida pela equipe multidisciplinar do NUDE (Núcleo de Desenvolvimento Educacional) da Unipampa – Campus Dom Pedrito, em parceria com o Núcleo de Saúde Mental da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Assistência Estudantil e com o Programa de Pós-Graduação em Ensino da Unipampa. Participaram Patrícia Forgiarini Firpo, pedagoga e doutora em Educação; Jociani Altmayer; técnica em Nutrição e Dietética e mestra em Ensino; Maluza Gonçalves dos Santos, técnica em Assuntos Educacionais e mestra em Educação Matemática; Amanda Souza Jacintho, psicóloga, todas vinculadas ao NuDE/Unipampa – Campus Dom Pedrito.
O conteúdo foi estruturado em torno de cinco micro hábitos aplicáveis à rotina escolar: rituais de chegada e saída, separação entre questões pessoais e profissionais, micro pausas intencionais, redução da autocobrança excessiva e estabelecimento de limites saudáveis.
Além da parte expositiva, a equipe apresentou recursos digitais gratuitos — como as plataformas Escola Games, Wordwall e Khan Academy — demonstrando como a tecnologia pode ser uma aliada no bem-estar docente, reduzindo a sobrecarga de trabalho e devolvendo tempo e energia aos professores.
Conforme as organizadoras, para a Universidade, a atividade concretiza sua missão social ao levar o conhecimento produzido internamente para além dos muros acadêmicos. Ações de extensão como esta demonstram que a Unipampa não é uma instituição fechada em si mesma, mas comprometida com o desenvolvimento regional e com a formação continuada dos profissionais da educação básica pública. Isso fortalece parcerias institucionais e instiga oportunidades de colaboração futura, avaliam.
O grupo comenta que, para a comunidade externa, especialmente os professores da rede estadual, a importância é ainda mais concreta e imediata. “A saúde mental docente é um tema urgente e frequentemente negligligenciado nas formações pedagógicas tradicionais. Ao abordar micro hábitos práticos e acessíveis para o autocuidado na rotina escolar — com uma abordagem realista, não idealizada — a atividade ofereceu ferramentas que os professores podem aplicar diretamente no dia a dia”, explicam. Para a equipe organizadora, a avaliação excepcional, com média de 4,95 em uma escala de 0 a 5, revela o quanto essa formação respondeu a uma necessidade real e sentida pelos educadores, além da demonstração de interesse por novas ações.
“De forma mais ampla, professores mais saudáveis emocionalmente são mais presentes, mais criativos e mais capazes de oferecer uma educação de qualidade. Ao cuidar de quem cuida, a Universidade contribui indiretamente com dezenas ou centenas de estudantes da educação básica que serão beneficiados por docentes mais equilibrados e motivados. Isso transforma a ação em um investimento de alto impacto social, multiplicando seus efeitos muito além do auditório onde a palestra ocorreu”, finalizam.
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