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Data de Publicação 11/08/2023 - 09:47 Atualizado em 11/08/2023 - 09:47 705 visualizações

Pró-reitor da Unipampa participa de eventos que discutem avanços na pesquisa e inovação no Brasil e formas de financiamento de projetos estruturantes

O Pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi) da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), professor Fabio Leivas, participou, na última semana, de dois eventos para discussão dos avanços na pesquisa, pós-graduação e inovação no país. O primeiro foi realizado nos dias 1º e 2 de agosto, no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ). Nos dias 3 e 4 de agosto, a agenda foi na Universidade da Região de Joinville (Univille).

No Cefet, Leivas reuniu-se com o Colégio de Pró-Reitores de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Copropi), da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). O objetivo do encontro foi debater o financiamento e o desenvolvimento de políticas públicas para o avanço da pesquisa, ciência e inovação no Brasil, com a presença de mais de 50 pró-reitores de pós-graduação, pesquisa e inovação das universidades federais de todo país.

Na terça-feira, dia 1º, a visita foi ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em busca de possibilidades de financiamento à pesquisa e inovação por parte do banco de desenvolvimento. Foram apresentados projetos estruturantes para o país pelas Diretorias do BNDES e possibilidades de participação das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). No período da tarde, o grupo visitou a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), onde os pró-reitores reuniram-se com as diretorias e com o Presidente da instituição, Celso Pansera. A intenção foi discutir linhas de financiamento prioritárias da Instituição, além do volume de recursos disponível para investimento em pesquisa e desenvolvimento e criação de editais nos próximos anos.

Colégio de Pró-reitores das Universidade Federais reunidos no BNDES durante reunião do COPROPI - Divulgação

Já na manhã da quarta-feira, 2, os representantes das universidades participaram de encontros com a diretoria e o presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), com o objetivo de discutir possibilidade para otimizar as iniciativas de inovação dentro das Universidades Federais. “Hoje, as Universidades Federais produzem o maior número de produtos técnico-tecnológicos do país, porém ainda precisamos avançar na capacidade de transferir as tecnologias produzidas para a sociedade e gerar melhorias na vida da população do país”, afirma o pró-reitor da Unipampa, Fabio Leivas.

O período da tarde foi dedicado a discussões internas do Copropi, e recomendações relativas a uma portaria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) que permite o acúmulo de bolsas e emprego para os pesquisadores a partir de outubro deste ano. O Copropi está elaborando um documento que servirá de base para as IFES e PPGs organizarem suas ações a partir desta portaria. O documento estará à disposição a partir de 20 de setembro.

Conforme Leivas, a principal intenção do Copropi é aproveitar esse período de reconstrução da ciência brasileira, e colocar a infraestrutura de pesquisa, pós-graduação e inovação das universidades federais, que hoje responde por mais de 60% do conhecimento produzido no Brasil, ao dispor do governo federal e do país em projetos estruturantes e fomentados por agências públicas e, agora, com possibilidades de interação com o BNDES. Nesse sentido, “a interlocução com financiadores da ciência, nesse momento que o atual governo determina a utilização de todo o fundo do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) para investimento em pesquisa, gera uma perspectiva histórica de ter um financiamento que nunca se teve para a ciência brasileira”, explica o pró-reitor.

“As Universidades Federais, responsáveis pela grande geração de conhecimento e formação de recursos humanos altamente qualificados se colocaram à disposição para participar do processo de reconstrução do país”, ressalta Leivas. De acordo com o pró-reitor, “a busca de parcerias e oportunidades é essencial nesse momento e foi isso que se discutiu nestes encontros”.

Nos dias 3 e 4 de agosto, a Univille, em Joinville/SC, sediou a reunião anual da regional Sul do Fórum Nacional de Pró-reitores de Pesquisa e Pós-graduação das Instituições de Ensino Superior do Brasil (FOPROP-Sul) 2023. No primeiro dia do evento, o foco da discussão foi a pós-graduação no Brasil com plenárias com a presidente da Capes, professora Mercedes Bustamante, o diretor de Avaliação, professor Paulo Jorge Parreira Dos Santos, e o diretor de Programas e Bolsas da Capes, professor Laerte Ferreira Junior.

Grupo de Pró-reitores das Universidades Federais do Rio Grande do Sul durante o FOPROP-Sul

Os impactos dos problemas enfrentados nos últimos anos (gestão na Capes, falta de política de financiamento da pesquisa e pós-graduação e efeitos da pandemia) nos programas de pós-graduação, bem como perspectivas futuras para os anos de 2023 a 2026 foram alguns dos assuntos tratados. Entre as perspectivas discutidas também se evidencia a visão da Capes sobre a necessidade de melhoria da comunicação interna e externa (nas IES e PPGs com a Capes e com a sociedade), aprimoramento da análise qualitativa das produções técnico-científicas, automatização da coleta de dados dos PPGs pela Capes e visão das áreas de avaliação sobre assimetrias. Além disso, destacou-se a necessidade de discussão sobre políticas de ações afirmativas de inclusão, permanência e acessibilidade na pós-graduação no país.

Ainda no dia 3, a plenária debateu o novo Plano Nacional de Pós-graduação (PNPG) 2024-2028 com a apresentação do professor Ésper Cavalheiro (Unifesp-SP), coordenador geral do Grupo de Trabalho que está elaborando o PNPG. Na discussão do PNPG alguns temas centrais foram destacados como diminuição de assimetrias regionais e intrarregionais, alteridade e diversidade, fomento e relações com a sociedade e setor produtivo, além de avaliação e multidimensionalidade.

No dia 4, tratou-se sobre o papel dos Poderes Executivos e Legislativos no financiamento da pesquisa nos estados do Sul do país. Na oportunidade, cada Estado apresentou suas possibilidades e fragilidades, evidenciando o importante papel do Estado em fomentar a pesquisa, pós-graduação e inovação e que os resultados de geração de ganhos sociais e econômicos estão diretamente ligados a capacidade de investimento.

 

Com informações de Fabio Leivas