Projeto “Maternagem Unipampa” é contemplado com emenda parlamentar no Edital Participa 2026
O Projeto "Maternagem Unipampa – Espaço de acolhimento e apoio à permanência materna" foi contemplado no Edital Participa 2026, iniciativa da deputada federal, Denise Pessoa, voltada à seleção de propostas para destinação de emendas parlamentares a ações de relevância social.
O projeto foi submetido pela pró-reitora de Comunidades, Ações Afirmativas, Diversidade e Inclusão, Claudete da Silva Lima Martins, na Área VI – Políticas de Prevenção, Acesso à Justiça e Enfrentamento à Violência. A proposta foi selecionada para receber uma emenda parlamentar no valor de R$ 200 mil, recurso que contribuirá para qualificar as ações em desenvolvimento, fortalecendo redes de apoio e consolidando-se como uma política institucional de cuidado e transformação social.
Participaram da plenária virtual final, na condição de delegados/as, Claudete da Silva Lima Martins, Henrique Rockenbach de Almeida, Darlise Nunes Ferreira, Juliana Lima Moreira Rhoden, Rita de Cássia Angeieski da Silveira, Elimara da Silva Gonçalves e Maurício Tatsch Ximenes Carvalho.
A proposta apresentada ao edital destacou a importância do acolhimento institucional, do cuidado e da garantia da permanência materna na educação superior, assim como, defendeu que cuidar de quem cuida é uma estratégia concreta necessária à prevenção de violências e ao enfrentamento das desigualdades estruturais que afetam mães estudantes e servidoras.
Para a pró-reitora Claudete Martins, “ao articular diferentes campi e reconhecer as especificidades territoriais, o Projeto Maternagem reafirma o papel da universidade pública na redução das desigualdades, no enfrentamento das violências e na construção de um ambiente acadêmico mais justo, inclusivo e comprometido com o cuidado de todas as pessoas”.
A vice-reitora, Francéli Brizolla, conta que, no início da gestão, em 2024, a Reitoria foi demandada a apoiar um projeto voltado ao cuidado dos/as filhos e filhas de mães estudantes em um dos campi. Diante da situação, houve aporte imediato de recursos, além da busca por respaldo legal e normativo para garantir a continuidade da iniciativa. Também foi solicitado às pró-reitorias de Comunidades, Ações Afirmativas, Diversidade e Inclusão (Procadi) e de Desenvolvimento e Assistência Estudantil (Prodae) que as ações, até então vinculadas a projetos de docentes, fossem institucionalizadas como políticas permanentes, o que já se concretizou. “O [projeto] Maternagem veio para ficar e consolidar apoio para que mães e/ou cuidadores responsáveis por crianças também possam permanecer estudando”, afirma a vice-reitora.
O reitor da Unipampa, Edward Frederico Castro Pessano, destaca a importância do projeto: “como gestor que reconhece e luta pela equidade de gênero, o Maternagem é um dos nossos projetos mais importantes, pois reafirma o compromisso da universidade com políticas de cuidado e equidade, contribuindo para a trajetória das estudantes durante sua formação”.
Projeto Maternagem Unipampa: pioneirismo entre as universidades federais gaúchas no cuidado e acolhimento
O projeto “Maternagem Unipampa – Espaço de acolhimento e apoio à permanência materna” foi concebido e institucionalizado em 2024, a partir de um processo coletivo e articulado que resultou na criação e no fortalecimento de espaços de acolhimento e apoio à permanência materna de estudantes mães. A iniciativa teve início nos campi Uruguaiana (2023) e Dom Pedrito e, após ser assumido como uma política de gestão institucional pela Reitoria, estendeu-se de forma descentralizada aos demais campi, por adesão, o que já resultou em oito campi com oferta deste apoio. São eles: Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul, Dom Pedrito, Jaguarão, São Borja, São Gabriel e Uruguaiana.
A construção coletiva consolidou-se em uma política institucional inédita dentre as universidades públicas gaúchas, tornando a Unipampa, em 2024, a primeira universidade do Rio Grande do Sul a criar e subsidiar, com recursos próprios, espaços permanentes de acolhimento, cuidado e apoio à permanência de estudantes-mães. O projeto, construído institucionalmente e coordenado pela Procadi, conta também com o apoio do Gabinete da Reitoria e da Pró-reitoria de Desenvolvimento e Assistência Estudantil (Prodae).
Conforme a pró-reitora, Claudete Martins, “a iniciativa revela o compromisso institucional da universidade com a equidade de gênero, os direitos humanos e a justiça social, além de evidenciar seu pioneirismo e responsabilidade social na promoção de políticas de permanência no ensino superior”. Claudete enfatiza ainda o aspecto coletivo da ação e agradece às/aos gestoras/es dos campi, às coordenações dos espaços de Maternagem, às/os estudantes, à comunidade acadêmica e à comunidade externa pelo apoio decisivo a esta iniciativa.
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