Programa Escola da Terra promove Encontro de Escolas do Campo em Dom Pedrito
O Programa Escola da Terra da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) promoveu nos dias 19 e 20 de julho o 1º Seminário Escola da Terra, o 1º Encontro das Escolas do Campo do Pampa e o 1º Seminário do Tempo Comunidade da Educação do Campo. Os eventos, promovidos de forma simultânea, ocorreram no Campus Dom Pedrito.
A mesa de abertura institucional, além de integrar o primeiro dia da programação, também marcou o início da comemoração alusiva aos 10 anos do curso Educação do Campo na Unipampa. A mesa foi composta pelas seguintes autoridades: Diretora de Políticas de Educação do Campo e Educação Escolar Indígena da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) vinculada ao Ministério da Educação (MEC), Maria do Socorro Silva; pela vice-reitora da Unipampa, Francéli Brizolla; pelo secretário de Educação do município de Piratini, Luís Fernando Torrescasana; pela diretora do Campus Dom Pedrito, Nádia Fátima Bucco; pela pró-reitora de Comunidades, Ações Afirmativas, Diversidade e Inclusão (Procadi), Claudete Martins; pelo coordenador do curso de Educação do Campo, Rui Carlos Alves Sobrinho; pelo coordenador acadêmico do Campus Dom Pedrito, Algacir Rigon; pelo coordenador administrativo do mesmo Campus, Marcelo Cunha; e, pelo coordenador do Programa Escola da Terra na Unipampa, José Guilherme Gonzaga.
Na sequência, foi realizada a conferência de abertura com o tema “Marcos Legais e Políticas Públicas em Educação do Campo”, ministrada pelas professoras Maria do Socorro Silva e Francéli Brizolla, com mediação do professor Algacir Rigon. O assunto central abordado foi o caminho percorrido no Brasil para que a Educação do Campo fosse implementada enquanto política educacional.
Ainda no primeiro dia, ocorreu a Feira de Trocas de Histórias e Práticas das Escolas do Campo e o Salão da Alternância, com apresentação das vivências do Tempo Comunidade do curso de Educação do Campo. Na ocasião, estiveram presentes as escolas estaduais e municipais de Dom Pedrito, Piratini, Santana do Livramento, Candiota e Bagé.
No dia 20, as atividades dos eventos iniciaram com a realização das salas temáticas de discussão sobre alguns dos principais desafios enfrentados por educadores e escolas do campo, ao todo foram oito salas temáticas, descritas abaixo:
Sala Ana Primavesi: Educação em agroecologia e os desafios das escolas do campo;
Sala Chico Mendes: Educação ambiental, mudanças climáticas, direitos da natureza e os desafios das escolas do campo;
Sala Sepé Tiaraju: Questão agrária, conflitos socioterritoriais e os desafios das escolas do campo;
Sala Lanceiros/Lanceiras Negras: Intersecções gênero, raça, classe e os desafios das escolas do campo;
Sala Paulo Freire: Práticas pedagógicas, currículo e os desafios das escolas do campo;
Sala Nise da Silveira: Saúde, Cuidado e os desafios das escolas do campo;
Sala Hellen Keller: Educação inclusiva e educação bilíngue para surdos e os desafios das escolas do campo e
Sala Andila Kaingang: Educação Indígena e os desafios das escolas do campo.
Os resultados dos debates nas salas temáticas foram apresentados no encerramento do evento, na Plenária Conceição Paludo, no formato de roda de conversa. Cada grupo pôde apresentar os desafios e possibilidades das escolas na perspectiva da Educação do Campo a partir de suas temáticas específicas. O resultado das discussões deverá gerar uma carta, a ser publicada em breve.
Durante os intervalos, nos dois dias dos eventos, indígenas do povo Kaingang da Terra Indígena Guarita protagonizaram místicas sobre suas culturas e ancestralidades para os participantes.
Para o professor José Guilherme os eventos foram muito importantes pois “eles possibilitaram trocas e intercâmbios entre professores de várias redes”. Para o docente, os eventos ainda “evidenciaram a importância da formação continuada de educadores, ao mesmo tempo em que deram visibilidade para as práticas que já existem nas escolas do campo e também oportunizaram uma conversa direta das escolas com o MEC, que demonstrou durante o evento uma série de políticas que as escolas ainda podem alcançar”. A professora do curso, Carla Valeria Crivellaro, ainda avalia o evento como “marcante, pois os estudantes da Educação do Campo puderam interagir e conhecer as produções e práticas de escolas onde eles poderão atuar profissionalmente no futuro”.
Confira abaixo algumas fotos dos eventos e veja a cobertura dos eventos no Instagram do Programa Escola da Terra Unipampa.
Sobre o Programa Escola da Terra
O Escola da Terra é um programa do MEC, desenvolvido com universidades públicas e escolas do campo das redes municipais e estaduais. O principal objetivo é promover a melhoria das condições de acesso, permanência e aprendizagem dos estudantes do campo e quilombolas em suas comunidades, por meio do apoio à formação de professores que atuam nas turmas dos anos iniciais do ensino fundamental, bem como em escolas de comunidades quilombolas. Assim, a ideia do programa é fortalecer a escola como espaço de vivência social e cultural.
Em 2023, a Unipampa ofertou no âmbito do Programa Escola da Terra um curso de aperfeiçoamento destinado a 160 professores de escolas do campo dos municípios de Dom Pedrito, Piratini e Santana do Livramento.
Últimas notícias
-
31/03/2026 - 20:06
-
31/03/2026 - 15:59
-
31/03/2026 - 11:48
-
31/03/2026 - 11:10
-
26/03/2026 - 10:55


























