Cabeçalho Portal Unipampa Página inicial Site Campus Alegrete Site Campus Caçapava do Sul Site Campus Bagé Site Campus Dom Pedrito Site Campus Itaqui Site Campus Jaguarão Site Campus Livramento Site Campus São Borja Site Campus São Gabriel Site Campus Uruguaiana


 


Programa Anauê realiza segunda visita técnica às Terras Indígenas PDF Imprimir
Sex, 09 de Novembro de 2012 16:35
Mais uma visita às Terras Indígenas colocou em prática o compromisso de inclusão e permanência dos alunos indígenas na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), que dos dias 30 de outubro a 1 de novembro levou alunos, técnicos e professores às reservas de Guarita e Serrinha, noroeste do estado. As visitas fazem parte do Programa Anauê, que desde maio deste ano vem realizando atividades para o incentivo da dialogicidade acadêmica com as comunidades indígenas.

Em dois dias de atividades, o grupo que desenvolve o Projeto na universidade teve a oportunidade de conhecer um pouco da cultura, da vivência e dos costumes das comunidades de Serrinha e Guarita. No primeiro dia a Técnica Administrativa em Educação da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (PRAEC), Tatiane Maciel e a Técnica Administrativa em Educação da Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD), Cláudia Garrido, acompanharam a Equipe Anauê que atende um dos alunos indígenas do Campus Alegrete.


Na foto: Em pé algumas lideranças indígenas e Equipe Anauê do Campus Alegrete.
Em baixo: Tatiane (PRAEC) e Cláudia (PROGRAD) com alunos e um professora da
Escola Tãnhve Kregso – Terra Indígena Serrinha.


Onório, que tem sido acompanhado pela professora tutora Amanda Meincke Melo e pela pedagoga e interface do Núcleo de Desenvolvimento Educacional (NuDE), Rogéria Guttier, é o único acadêmico indígena da comunidade da Serrinha. O estudante ingressou na universidade neste ano para estudar Engenharia de Softwares no Campus Alegrete e já pretende desenvolver projetos de inclusão de digital na sua aldeia. De acordo com a TAE Tatiane Maciel, este é um dos propósitos que levam às visitas técnicas a estabelecer vínculos com as comunidades indígenas.

- O Onório pretende dar retorno à comunidade e um dos seus projetos inclui a questão da acessibilidade digital, área com a qual a sua tutora, professora Amanda, também trabalha – completa Tatiane.

Na visita à comunidade da Serrinha as atividades foram concentradas na Escola Tãnhve Kregso, tendo a presença e a participação de lideranças educacionais e indígenas. Além dos objetivos interculturais que envolvem a relação das aldeias e a academia, a visita teve o propósito de atender ao pedido dos profissionais que trabalham com os indígenas para que pudessem conhecer melhor a cultura, a vivência e os costumes destes alunos.

Após a estada na comunidade da Serrinha, as visitas seguiram para a Terra Indígena de Guarita, onde foram realizadas reuniões com os acadêmicos indígenas da UNIPAMPA, familiares, lideranças da aldeia e representantes da Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

Inclusão e permanência

Ao todo, sete estudantes indígenas ingressaram na UNIPAMPA incentivados pela proposta de inclusão que a universidade oferece. Em 2011 esses alunos realizaram um processo seletivo especial para o preenchimento de vagas direcionadas aos indígenas aldeados, tendo como respaldo a garantia de auxílios do Programa de Bolsa Permanência (PBP) e do Programa de Bolsa para o Desenvolvimento Acadêmico (PBDA).

Veja o quadro dos alunos que preenchem as setes vagas destinadas aos indígenas na UNIPAMPA

Campus Alegrete Engenharia Civil
Engenharia de Softwares
1 aluno
1 aluno
Campus Itaqui Agronomia
Nutrição
2 alunos
1 aluno
Campus Uruguaiana Enfermagem 2 alunos


Mas, segundo análises da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (PRAEC), um dos maiores desafios de adaptação enfrentados pelos alunos indígenas está exatamente nesse segundo aspecto – o desenvolvimento acadêmico. A TAE Tatiane Maciel está envolvida com o Programa desde maio deste ano e vem observado que, apesar dos alunos indígenas receberem os auxílios PBP (moradia, transporte e alimentação), o desenvolvimento acadêmico desses alunos se apresenta como um dos maiores obstáculos, o que justifica a ideia do Programa de Desenvolvimento Acadêmico Indígena (PBDAI).

- Os próprios campi vieram nos procurar, pois sentiram a necessidade de conhecer as aldeias das quais os indígenas vieram. Hoje, a maior dificuldade de adaptação destes alunos é a questão do desenvolvimento acadêmico e, por isso, surge a necessidade de interagir previamente com estas comunidades.

O PBDA indígena oferece o acompanhamento de um professor tutor e de um aluno monitor (que também é bolsista do mesmo curso, sendo de um semestre mais avançado) para auxiliar nas dinâmicas acadêmicas bem como nos eventuais obstáculos que houver nas disciplinas. Para complementar este acompanhamento, a PRAEC, a PROGRAD e TAEs-interfaces do NuDE realizam as visitas técnicas nas Terras Indígenas para dar continuidade ao vínculo da universidade com os alunos.

Neste ano, essa foi a última visita realizada pela Equipe do Programa Anauê às aldeias. O Programa, que no próximo ano pretende atender um maior número de alunos indígenas, fechou sua programação de visitas com a expectativa de tornar o relacionamento com as aldeias mais vívido.

- Não podemos ignorar que o acontecimento da greve aliado a questões familiares afastaram significativamente os nossos alunos da universidade. Dos sete indígenas ingressantes, dois trancaram o curso e um desistiu. A nossa visita, neste sentido, contribui para o resgate de uma relação mais cognitiva – aponta Cláudia Garrido.

O processo relativo à condução do Programa Anauê segue sob a responsabilidade da pró-reitora de Assuntos Estudantis e Comunitários (PRAEC), professora Simone Barros de Oliveira e coordenação do coordenador de Assuntos Comunitários, professor Jairo Oliveira, tendo o apoio da pró-reitora de Graduação, professora Elena Billig Mello e da TAE Cláudia Vieira Garrido. A assistente social Tatiane Maciel e a pedagoga Gilvane Belém Correia também integram o projeto, atendendo às demandas da PRAEC.

Notícias Relacionadas

Aline Sant Ana para Assessoria de Comunicação Social
 


Av. General Osório, 900
Bagé, RS 96400-100
Fone Reitoria: (53) 3240-5400