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Campus São Borja oferece disciplina de Sociologia do Rock PDF Imprimir
Ter, 27 de Julho de 2010 17:43
O Campus São Borja da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) oferece a disciplina complementar de graduação (DCG) Sociologia do Rock, a partir do dia 2 de agosto. A novidade não está na proposta de aulas durante o recesso, mas sim na disciplina, que é única no Brasil. A disciplina complementar de graduação é uma produção coletiva coordenada pelos professores César Beras e Sávio de Azevedo, e fortalecida pela grande interação com alunos.

A procura por uma das 50 vagas foi grande – no total, a lista chegou a 190 nomes, contando alunos e pessoas da comunidade. Tanto interesse está sendo recompensado: os acadêmicos puderam participar desde a definição do programa de aulas à pesquisa e organização do conteúdo audiovisual e informativo. Apenas alunos matriculados, porém, vão assistir às aulas.

No dia 2 de agosto começam as aulas da versão intensiva da DCG, com 15 encontros até o dia 13 de agosto e um artigo como trabalho final. A versão extensiva tem início no dia 28 do mesmo mês, com 18 aulas e uma finalização diferente: como o intervalo entre as aulas será maior e estas vão ocorrer durante o segundo semestre letivo, a ideia é construir um levantamento chamado de “genealogia do rock em São Borja”. A pesquisa deve ir além do aspecto histórico e promete curiosidades. De acordo com o professor, há informações de que o primeiro evento público com apresentação de rock na cidade aconteceu nos anos 80 – em um CTG.

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DCG vai explorar as ligações da sociedade com o rock and roll e vice-versa, afirma o professor César Beras, do Campus São Borja

Relações entre a música e a sociedade

A meta da disciplina é fazer os estudantes pensarem de que formas a sociedade configura o rock e vice-versa. Para isso, as aulas relacionam momentos e episódios históricos às origens e desdobramentos do gênero musical. “É possível entender e estudar as alterações no mundo de 1950 para cá compreendendo o rock'n roll”, afirma Beras.

Um conceito importante a ser usado na DCG é o de intercessor – que pode ser uma pessoa, um fato, um produto cultural – responsável por deflagrar uma mudança nas relações entre as pessoas e delas com as instituições. No caso do rock, as principais mudanças no mundo ocidental dos últimos 60 anos, da Guerra Fria ao advento da cibercultura, têm ligações com as ideias ventiladas para os jovens por meio das mais diversas bandas e propostas musicais.

Aulas de sociologia do rock são comuns nos Estados Unidos por motivos óbvios, diz o professor, mas uma disciplina desse ramo de estudos sociais ainda não existia no Brasil - embora pesquisas em diversas áreas das Ciências Sociais abordem o gênero musical em suas ligações com a sociedade. Por isso, a DCG vai ser aperfeiçoada com a experiência obtida na versão intensiva. A dinâmica das aulas também busca inovar: além das exposições tradicionais, cinco palestras (batizadas de “Papo Rock”), ministradas pelos professores dos diferentes cursos do Campus São Borja, devem abordar as relações entre diferentes temas de estudo, como literatura e cinema, com o rock.

Outros cinco momentos especiais serão as audições críticas (“Áudio Rock”), com direito a toca-discos e clássicos do gênero musical no vinil. “Tem gente que, por incrível que pareça, não conhece de perto um disco 'bolachão'”, conta o professor Beras. Finalmente, um dentre cinco filmes vai ser objeto de análise no “Cine Rock”, que vai acontecer uma única vez durante a disciplina, de acordo com o plano de aulas atual.

Heleno Nazário para Assessoria de Comunicação
 


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