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Instituições articulam-se para discutir o Bioma Pampa PDF Imprimir
Qui, 18 de Dezembro de 2014 10:30
Com o objetivo de ampliar as discussões em torno da preservação do Bioma Pampa e alertar sobre as ameaças à sua integridade, foi lançado nesta quarta-feira, 17, o I Congresso sobre o Bioma Pampa. O evento preliminar realizado na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) reuniu representantes de diversas instituições apoiadoras da iniciativa, entre elas a Universidade Federal do Pampa (Unipampa).

As instituições envolvidas na construção do espaço de debate reforçaram no evento a necessidade de maior articulação em torno da preservação da área, que representa 54% do território gaúcho. O objetivo agora é estimular a discussão sobre como os impactos ambientais podem alterar a biodiversidade na região.

Apesar da sua importância, os estudos existentes sobre a caracterização dos recursos naturais do Bioma Pampa, em especial sobre o solo, água, clima e biodiversidade, bem como sobre os agroecossistemas e seus impactos, são considerados insuficientes, com bases de dados que dificilmente dialogam e invariavelmente se encontram dispersas.

Ao abrir os trabalhos, o diretor do Instituto de Biologia da UFPel, professor Althen Teixeira Filho, idealizador do encontro, justificou  o tema “Reunindo Saberes”, que pautará o congresso a ser realizado em novembro de 2015, mas que será precedido de palestras e outras atividades ao longo do ano.  “Que o processo de desenvolvimento de nosso território seja caracterizado por questões humanas e não fique à mercê de interesses econômicos”, enfatizou.

Na programação desenvolvida na UFPel, após a fala das autoridades, ocorreu a palestra "A nova lista vermelha da flora do Rio Grande do Sul, processo e resultados", com a bióloga e doutora em botânica Andréia Maranhão Carneiro, diretora do Jardim Botânico da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. 

A lista vermelha é o inventário sobre o estado de conservação de espécies de uma determinada região, baseado nas tendências populacionais, em sua distribuição geográfica e nas ameaças a que estão sujeitas. As listas vermelhas objetivam proteger legalmente as espécies, subsidiando os órgãos ambientais nos processos de licenciamento.

Estão envolvidos na realização do evento a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Embrapa Clima Temperado, Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB), Ministério Público Estadual, Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA) e Fundação Estadual de Proteção do Meio Ambiente (FEPAM).

Histórico

O Pampa foi reconhecido enquanto bioma somente em 2004. Esta importante região transcende as fronteiras do Brasil, constituindo-se numa imensa diversidade de espécies da fauna e da flora, congregando potencialidades e fragilidades. O Pampa é hoje o segundo Bioma mais degradado do Brasil, e áreas em processo de arenização simbolizam os conflitos de uso dos recursos naturais.

Novas potencialidades surgem a cada momento: a produção animal com base em pastagem a partir de uma diversidade florística superior a 600 espécies; a produção de energia eólica; a exploração de minerais; serviços ambientais; produção em base sustentável dentre outras.

No entanto, em adição às lacunas de pesquisa e desenvolvimento, não há uma espaço mais vigoroso para discussão sobre modelos de desenvolvimento sustentável para o Bioma como base para a indução e formulação de políticas. Para os organizadores das atividades, neste contexto, é imperativo estimular a discussão sobre os impactos que tais alterações podem ocasionar no meio ambiente e, mais especificamente, nas pessoas.

Com informações de CCS UFPel e Portal Brasil

 


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